Após 18 anos, um novo remédio para o tratamento da Doença de Alzheimer foi aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), órgão regulatório dos Estados Unidos, similar à Anvisa. De acordo com o comunicado divulgado no site da FDA, em 6 de junho, o medicamento aducanumabe foi aprovado pela via de “Aprovação Acelerada”.
Essa via de aprovação do FDA acontece quando a agência aprova um remédio para alguma doença grave ou para um quadro que traz risco à vida e fica evidente para o órgão regulatório que o medicamento pode fornecer benefícios terapêuticos significativos para além das incertezas sobre os seus benefícios clínicos.
A farmacêutica responsável pelo aducanumabe já entrou com pedido de liberação para uso do medicamento no Brasil, mas ainda não há previsão de autorização.
O aducanumabe já gerou atenção da comunidade científica, da mídia, assim como de pacientes com Alzheimer e de órgãos interessados no tratamento da doença sobre a sua efetividade, levantando um debate sobre se ele deveria ser aprovado ou não.
Em 2019, os testes com o medicamento chegaram a ser interrompidos depois que os ensaios com três mil pacientes constataram que tanto a aplicação do remédio quanto dos placebos não produziu efeitos.
A farmacêutica responsável pelo medicamento, porém, aumentou a dosagem das aplicações após a análise dos dados e concluiu que o aducanumabe conseguiria diminuir a demência em pessoas com Alzheimer.
Além de ser o primeiro medicamento aprovado para Alzheimer em quase duas décadas, o aducanumabe é o primeiro remédio direcionado para a redução de placas beta-amiloides no cérebro. Ensaios clínicos feitos com o aducanumabe mostraram que, ao diminuir essa formação de proteínas no cérebro, é possível reduzir, também, de forma significativa, a demência.
É esperado que o medicamento seja usado em pacientes com Alzheimer inicial, com diagnóstico fechado da doença, entre 60 e 70 anos. O custo do remédio deve ser, ainda, bastante elevado: na casa dos milhares de dólares. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 50 milhões de pessoas convivem com a demência em todo o mundo. Dessas, 60% a 70% são uma consequência do Alzheimer.
Fonte: minhavida.com.br