Capacitismo: conheça expressões preconceituosas que ainda são comuns

“Esta é uma história de superação!”. Quantas vezes não nos deparamos com falas como essa diante de uma narrativa sobre uma pessoa com deficiência? Mais do que deveríamos. E mais do que essas pessoas gostariam. Expressões como a citada no começo deste texto são típicas do chamado capacitismo, um comportamento preconceituoso com a pessoa com deficiência. Entenda, a seguir, como o capacitismo se mostra no dia a dia e expressões e comportamentos que devem ser evitados para que haja inclusão. Estudos sobre o tema definem capacitismo como a forma como pessoas com deficiência são tratadas como ‘incapazes’, aproximando as demandas dos movimentos de pessoas com deficiência a outras discriminações sociais, como o racismo, o sexismo e a homofobia.

Na prática, o capacitismo se mostra com atitudes que demonstram surpresa ou admiração por uma pessoa com deficiência ter realizado um feito que, implicitamente, é visto como impossível de ser executado por ela.

Outra forma de diminuir o capacitismo do cotidiano é excluir frases e comportamentos como os citados anteriormente por Tobias. Veja alguns exemplos:

“Apesar de ser cego, você anda muito bem!”;

“Fica dando uma de João sem braço”;

“Que mancada!”;

“E eu aqui com braços e pernas, nem consigo fazer o que ele consegue”;

“Pare de ser retardado!”;

“Você é retardado?”;

“Você é cego?”;

“Que história inspiradora! Apesar da sua deficiência, você conseguiu”;

“Você estuda em uma associação?”;

“Como você se relaciona sendo assim?”;

“Nossa, mas ele/ela nem parece que tem deficiência”;

“Nossa, mas a sua cara é normal”;

“Mesmo sendo deficiente, ele consegue”;

“Muito bom ter pessoas como você aqui”.

Fonte: minhavida.com.br

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