Rio vai realizar estudo para avaliar aplicação da dose de reforço em adultos

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio (SMS) vai realizar um estudo para avaliar a segurança e a capacidade de produção de anticorpos da dose de reforço contra a covid-19 aplicada em voluntários com idades entre 18 e 59 anos, residentes no município do Rio de Janeiro e que tenham concluído o esquema vacinal com duas doses há pelo menos seis meses. A pesquisa é feita em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino.

As vacinas disponibilizadas para a dose de reforço serão a AstraZeneca/Fiocruz e Pfizer. O imunizante aplicado será escolhido de maneira aleatória por um programa de computador e o voluntário não vai saber qual receberá. Os participantes serão avaliados em, pelo menos, três momentos diferentes ao longo de 60 dias, sendo a primeira delas por visita presencial, a segunda e a terceira virtual ou presencial, 30 e 60 dias após a vacinação. No último encontro, o voluntário será informado sobre qual vacina recebeu. O estudo vai selecionar 9 mil voluntários. De acordo com o coordenador da pesquisa, os voluntários serão divididos em três grupos, sendo um para os que tomaram duas doses da vacina CoronaVac, um para os que completaram o esquema vacinal com AstraZeneca e outro para quem recebeu a Pfizer nas duas aplicações, com o objetivo de comparar os efeitos nos três diferentes grupos.

“Uma das coisas que a gente ainda está avaliando, é saber o real benefício desse reforço, mas a gente tem algumas evidências, alguns dados que sugerem que, em algum momento, será preciso fazer um reforço. A ideia é que a gente consiga identificar o melhor momento para fazer isso e qual é a melhor combinação no momento em que a gente realmente tiver que estender o reforço para todos os adultos”, afirmou o infectologista, que comentou ainda sobre a possibilidade da população precisar de mais doses do imunizante contra a covid-19.

“Existe a possibilidade de que a gente precise receber outras doses. Eventualmente, uma dose de intervalos regulares. Agora, se vai ter um número limitado de doses, se vão ser doses anuais como a de Influenza, ainda é muito cedo para a gente identificar, vai depender muito do tempo de proteção que essas vacinas vão poder conferir, vai depender da velocidade com que outras variantes eventualmente venham a surgir, se elas vão ter um escape grande da vacina ou não. É uma possibilidade, mas não tem como a gente confirmar já.”

“A importância do estudo é a gente poder gerar essa informação, antes de a gente ter a definição sobre a necessidade ou não de um reforço. A gente tem visto na pandemia as coisas têm caminhado com uma velocidade muito rápida, então, às vezes as recomendações precisam ser feitas sem que a gente tenha todas as evidências necessárias, então, é importante que a gente consiga essas informações todas antes, para poder fazer a melhor recomendação e depois, no futuro, ter a melhor evidência disponível para fazer essa recomendação”, esclareceu Cerbino.

O participante pode ainda ser avaliado em uma visita não programada, caso ocorra alguma intercorrência durante o estudo, como efeitos adversos à vacina. Os voluntários podem deixar o estudo a qualquer momento, mesmo após já terem iniciado a participação. Os interessados devem ter idades igual ou maior que 18 anos e ter recebido as duas doses das vacinas CoronaVac/Butantan, AstraZeneca/Fiocruz ou Pfizer há, pelo menos, seis meses. Para se inscrever no estudo, é necessário preencher um formulário disponível no site da pesquisa. Os selecionados vão receber por e-mail um link para um documento da pesquisa, chamado de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido Eletrônico (TCLE-e) e poderão decidir se vão ou não participar. Aceitando, o voluntário será orientado quanto ao dia, horário e local para sua primeira visita no estudo.

Na ocasião, os participantes poderão tirar todas as suas dúvidas sobre o projeto com um membro da equipe e serão avaliados para saber se realmente podem participar da pesquisa. Os interessados devem apresentar documento de identidade com foto e comprovante de vacinação contra a covid-19 no dia da primeira visita. Não podem ser voluntários aqueles com contra-indicação às vacinas AstraZeneca ou Pfizer, como alergia grave a qualquer um dos componentes das vacinas; portadores de doenças crônicas não controladas; imunossuprimidos (pessoas que por medicação ou doença tenham baixa imunidade); quem fez uso de derivados de sangue nos últimos 6 meses; quem recebeu duas vacinas diferentes na primeira e segunda dose; quem recebeu mais de duas doses no esquema vacinal e mulheres grávidas ou no puerpério.

Fonte: odia.ig.com.br

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