Mariana Reade e a luta por igualdade: jornalista lança site sobre diversidade e livro infantil com personagem com Down

O  Dia Internacional da Síndrome de Down foi comemorado em 21 de março, fazendo alusão à Trissomia do Cromossomo 21, característica genética das pessoas com a Síndrome de Down. Poucos sabem que essa data foi sugerida pelo Brasil à ONU, sendo calendário oficial comemorado pelos 193 países-membros. Não à toa, março foi o mês escolhido pela jornalista e roteirista Mariana Reade para promover seu primeiro livro da coleção “Quem sou eu?”, que revela o cotidiano de uma menina que tem um cromossomo extra; e lançar o site diversidadequemsomos.org. De um jeito leve e bem-humorado, a menina do livro expressa a esperança de um dia ser compreendida por todos. “Minha paixão sempre foi lutar contra a exclusão e o preconceito, defendendo os direitos humanos na diversidade, seja no trabalho de criação na Globo ou no trabalho de campo nas ONGs”, conta.

Mariana, que foi autora-roteirista em programas como Central da Periferia, Brasil Total e Criança Esperança, e trabalhou em diversas ONGS como Ponto de Cultura Vargem Grande e AfroReggae, no Rio, além de outras em São Paulo, e em países como Gana e Haiti, sempre teve o olhar voltado para a luta contra a exclusão social. Ao chegar ao Rio, o número de crianças atingidas por balas perdidas a impactou fortemente. “A cidade adorável não é de todos. E a sensação de apartheid – com a proteção de direitos humanos exercida tão diferentemente em Vigário Geral e no Leblon – me move”. Em 2014, sua filha nasceu com síndrome de Down, o que naturalmente a levou a estudar a questão e não parar mais. “Passei a notar de maneira ainda mais intensa a sub-representação na mídia de todos esses grupos excluídos socialmente, como etnia, gênero, orientação sexual, deficiência, origem socioeconômica”. E se o livro “Quem sou eu?” teve uma inspiração dentro de casa, foi em seu trabalho de campo e no olhar sensível para questões de diversidades que a levaram a tornar o projeto algo além de apenas uma publicação. Nasceu, então, o site diversidadequemsomos.org. “Neste espaço, abordo diferentes questões da diversidade na infância em diferentes contextos, assuntos às vezes difíceis para os adultos e que podem colaborar com a inclusão infantil”.

Fonte: agendacarioca.com.br

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