Por Ariane Gomes
A Cor Púrpura é um daqueles livros que te prendem, te aproximam da trama e te fazem refletir sobre a vida, os caminhos que nos levam e, principalmente, sobre a luz no fim do túnel que, por vezes, não enxergamos.
A história é sobre Celie, uma jovem que teve a vida marcada pela violência doméstica, a desigualdade social e o racismo. Ela foi violentada sexualmente, desde a infância, pelo seu padrasto e ainda foi obrigada a casar com um homem violento que lhe trazia sofrimento físico e moral. A narrativa traz como base as cartas que Celie escrevia pra Deus e para sua irmã, contando todo o sofrimento que vivia. A leitura se mostrou única, apresentando a forma de comunicação da época em questão.
Com a chegada de Shug, uma mulher independente e cantora de blues, há uma grande reviravolta na trama, já que Celie começa a entender a força que possui. Logo, ela vai se transformando e se libertando de todo o sofrimento que a cercava, recebendo afeto pela primeira vez, o que a impulsiona a mudar de cenário.
A Cor Púrpura não é apenas sobre tristeza, lágrimas e sacrifícios, mas, sim, sobre sororidade, mulheres que se ajudam, se fortalecem, e traz como pano de fundo uma discussão muito profunda sobre a igualdade de gêneros, etnias e classes sociais.
Vale à pena a leitura!