Ao longo dos anos, a febre maculosa vem sendo detectada em estados antes considerados silenciosos para a doença, de acordo com o Ministério da Saúde.
A doença é causada por bactérias do gênero Rickettsia, transmitidas pelo carrapato-estrela. No Brasil, duas espécies dessa bactéria estão associadas a quadros clínicos da febre maculosa, a Rickettsia rickettsii, registrada no Norte do estado do Paraná e nos estados da região Sudeste; e a Rickettsia parkeri, que tem sido registrada em ambientes de Mata Atlântica (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia e Ceará).
Os principais sintomas são febre, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal, dor muscular constante, inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés e gangrena nos dedos e orelhas, de acordo com o Ministério da Saúde.
A doença também pode provocar paralisia dos membros, com início nas pernas, chegando até os pulmões, causando parada respiratória. Além disso, com a evolução da febre maculosa, é comum o aparecimento de manchas vermelhas nos pulsos e tornozelos, que não coçam, mas podem aumentar em direção às palmas das mãos, braços ou solas dos pés.
A prevenção da febre maculosa é baseada em evitar o contato com o carrapato.
“Para evitar o contato com carrapatos, é importante que a pessoa, ao entrar em uma área silvestre, onde existem animais, ela vá com uma vestimenta adequada: calçado, meia e calça comprida e manga longa. Roupas claras que permitam a visualização do carrapato”, orientou o médico infectologista Evaldo Stanislau de Araújo.
O especialista recomenda que, ao identificar a presença do carrapato, o indivíduo deve fazer a remoção com cautela. O carrapato deve ser retirado preferencialmente com uma pinça, evitando que ele seja esmagado.
Fonte: CNN