Alteração do sono gera prejuízos ao longo do isolamento social

Em uma pesquisa realizada pela empresa global de inovação corporativa, The Bakery, 44% dos entrevistados afirmam estar com dificuldades de dormir depois da chegada da COVID-19. O estudo, realizado com mais de 700 brasileiros, ouviu pessoas de diversas faixas etárias e situações profissionais. Ainda de acordo com ela, cerca de 42% ainda destaca o aparecimento de ansiedade causada pelo isolamento.

Enquanto a expectativa era que, com a diminuição do tempo no trânsito e o conforto da casa, as pessoas passassem a dormir mais e melhor, o que foi visto foi o efeito oposto. E a explicação para isso pode ser respondida por meio de um problema específico nesse contexto como a quebra da rotina. “Nós não sabíamos que iríamos ficar tanto tempo em quarentena. Então, as pessoas resolveram comer as coisas gostosas, comer até mais tarde, emendar a madrugada assistindo série. O ritmo do sono ficou todo atrapalhado. Quando se deitam, o cérebro ainda está trabalhando, não diminuíram o ritmo”, esclarece a clínica geral, geriatra e ortomolecular, Márcia Umbelino.

A médica, que recebe em seu consultório pacientes de todas as idades e faz essa triagem dos problemas relacionados ao sono, explica que é indispensável preparar o espaço para dormir com uma boa luz, se afastar do celular e da internet, além de ter uma alimentação balanceada no horário certo. Tudo isso influencia fortemente a rotina e, consequentemente, o sono.

Mais do que isso, por coausa desse ciclo, a falta de sono também pode trazer um outro grande problema, a depressão. “Essa expectativa de um ano perdido também afetou muito a psique das pessoas. Outra questão é o cenário de instabilidade, como perda de emprego e fechamento de empresas. O sistema nervoso, a ansiedade, todo esse contexto mexeu com o corpo e a mente: as pessoas ficaram mais irritadiças porque não estão conseguindo dormir bem, porque estão com problemas financeiro etc. Também podemos listar os abusos domésticos e o aumento de separações como um ciclo de um momento instável”, declara a médica.

Para reverter esse quadro, não há como fugir. Tente traçar um horário para dormir e acordar; uma rotina fixa de trabalho; criar um ritual para adormecer e assim, entrar em estado de relaxamento; diminuir o consumo de produtos com cafeína, além de bebidas alcoólicas e alimentos gordurosos. Seja a rotina comportamental ou alimentação, tudo envolve diretamente a qualidade do sono e, consequentemente, o rendimento e a motivação.

Fonte: odia.ig.com.br

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