Agosto é o mês dedicado à amamentação. Conhecido como Agosto Dourado, esse período foi instituído por lei para reforçar a importância do aleitamento materno e incentivar a criação de ambientes de apoio que permitam às mulheres amamentar de forma exclusiva até os seis meses de vida do bebê e, de forma complementar, até os dois anos ou mais.
Amamentar é muito mais do que alimentar, é um processo que fortalece o vínculo entre mãe e filho, contribui para o desenvolvimento emocional e cognitivo da criança e traz benefícios comprovados para a saúde da mulher. O leite materno também é sustentável, natural, acessível e adaptado às necessidades do bebê — não polui, não gera resíduos e ajuda a cuidar do planeta.
No entanto, a amamentação é um aprendizado, cheio de descobertas, desafios e superações. E para muitas mulheres, o apoio da família, da rede de saúde e do ambiente de trabalho pode fazer toda a diferença.
Nesta edição, o Jornal Mural dá voz a três colaboradoras que compartilharam suas experiências com a chegada de uma nova vida e com a prática da amamentação. Relatos reais, que mostram como esse momento é único.
Bruna Pimenta | Atendente da Central de Relacionamento
Mãe do Apolo, de 11 meses.

“Amamentar é um desafio diário. Não é fácil, mas eu aprendo todos os dias com meu filho, e tenho o prazer de fazer isso diariamente. Era o meu sonho, e ele foi realizado. Atualmente, os dentinhos do Apolo estão nascendo, e isso tem tornado tudo ainda mais desafiador. Mesmo assim, é um prazer fazer isso por ele. É tão gratificante chegar em casa e ver que ele está me esperando só para ter aquele momento entre mãe e filho.
A força de vontade tem feito a diferença. Conheci muitas mães que não tinham paciência ou não queriam ficar presas a isso. Quando você amamenta, o filho é totalmente dependente de você, te toma tempo, e às vezes é preciso parar tudo para atendê-lo. Mas eu amo o que faço. Amo ter me tornado mãe.
Para outras mães que estão passando por essa fase, eu diria: ‘Não tenham medo. Se arrisquem. Um dia o seu filho vai crescer e tudo isso vai acabar. E aí você vai se perguntar se fez a coisa certa. E a resposta será sim: você foi mãe (e uma ótima mãe)’”.
Kelly Pereira | Agente de Relacionamento
Mãe da Raylla, de 1 ano.

“A minha experiência com a amamentação, apesar de desafiadora, foi extraordinária. Meu maior desafio foi a indução ao aleitamento. Minha bebê é fruto de uma fertilização ‘in vitro’, e para conseguir amamentá-la, foi necessário realizar a lactação induzida.
No início, fiquei aflita e bastante ansiosa. Meu maior medo era não conseguir amamentar. Mas com muita paciência, e com o apoio de profissionais e da minha rede de apoio, que foi essencial, consegui realizar um dos maiores sonhos da minha vida: amamentar minha filha. O que tem me motivado a seguir amamentando é saber que farei isso apenas uma vez na vida.
A minha mensagem para outras mães é: ‘sejam pacientes. Façam ingestão de líquidos, alimentem-se bem. Mas, acima de tudo, lembrem-se de que nossos filhos vão crescer, e momentos como esse serão apenas uma recordação feliz. Fortaleça o vínculo com seu bebê… persista, confie em você! O resultado é mágico. Amamentar é um ato de amor’“.
Assistente de Cadastro, Suelen de Fátima
Mãe da Cecília, de 6 meses.

“A amamentação tem sido uma experiência única e especial. É o nosso momento de troca de carinho, afeto e conexão, algo realmente incrível. A cada dia vejo o quanto isso contribui para que a Cecília cresça saudável, forte e muito esperta!
No início, enfrentei o desafio das dores e feridas nos seios, mas não me permiti desistir. Mesmo podendo recorrer à fórmula, optei por insistir, já que, graças a Deus, sempre produzi bastante leite. Usei pomadas, bico de silicone, laserterapia e até o próprio leite materno para ajudar na cicatrização. Foram apenas alguns dias difíceis e, logo depois, tudo se normalizou.
Hoje, com seis meses, a Cecília segue sendo amamentada e isso me enche de orgulho. Por isso, digo às outras mães: ‘Não deixem de amamentar! É um momento precioso, essencial para o crescimento do bebê e para o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho. E, mesmo para quem não produz leite, há alternativas como a relactação ou translactação, que também permitem viver essa conexão tão especial. Aproveitem cada instante, pois tudo passa muito rápido!’” .
Fonte: Ministério da Saúde.