A Fiocruz recebeu, na manhã desta quarta-feira (2), os bancos de células e vírus, considerados dois produtos-chave para a produção do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) no país. O material chegou ao Brasil às 8h06 no aeroporto internacional Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e a chegada dele vai garantir que todas as etapas da fabricação da vacina AstraZeneca sejam feitas nacionalmente, sem a necessidade de depender dos insumos importados de outras nações.
A presidente da Fundação, Nísia Trindade, classificou o momento como um marco na luta contra a covid-19. “É um marco de um trabalho incessante que a Fiocruz dedicou no último ano desde o início da pandemia o esforço para trazer uma tecnologia de ponta, de uma vacina que vem salvando vidas em vários países, e que possa ser aplicada em grande escala no país”, afirmou.
O vice-presidente da Fiocruz, Marco Krieger, ressaltou que a ciência vive um momento único na história e que o Brasil agora tem a possibilidade de fazer uma produção integralmente nacional da vacina contra a covid-19.
“Temos a possibilidade de fazer uma produção 100% nacional, que se inicia a partir da chegada dos bancos de células e da semente do adenovírus para que possamos produzir o imunizante a partir do mês de junho. Assim, durante o segundo semestre, poderemos substituir a produção que já estamos entregando [com o material importado] para uma vacina totalmente nacional. É um dia muito importante pelo caráter tecnológico, pelo que traz não só o enfrentamento dessa emergência sanitária, mas de outras”, disse.
A Fiocruz assinou um contrato com a farmacêutica AstraZeneca que formalizou a transferência do conhecimento necessário para a produção do IFA nas instalações de Bio-Manguinhos/Fiocruz.
Fonte: odia.ig.com.br