A artrose nas mãos começa com uma sensação de que as juntas dos dedos estão ressecadas, como se estivessem travadas ou até mesmo um pouco inchadas. Se nada for feito, com o tempo, vem um grande desconforto. Afinal, esta doença provoca o desgaste das articulações e, assim, aumenta o atrito entre os ossos, que acaba causando dor e dificuldade para realizar movimentos simples no dia a dia – como segurar objetos ou escrever. Nos casos mais avançados, há ainda a formação de nódulos duros nos dedos, provocando deformações.
Assim, a artrose pode ser bastante limitante, principalmente quando atinge as duas mãos, sendo mais comum em idosos e em mulheres na menopausa, devido ao envelhecimento da cartilagem. Além disso, ela também pode acometer pessoas que realizam atividades que exijam frequentemente as articulações das mãos, como o trabalho doméstico, por exemplo.
Uma pesquisa recente, desenvolvida pela Universidade de Gothenburg, na Suécia, mostrou que existe uma relação direta entre o uso frequente de celulares e o surgimento de dores nas mãos. Na análise, foi constatado que os movimentos altamente repetitivos dos dedos têm sido identificados como um potencial fator de risco para o aparecimento de distúrbios osteomusculares, o que pode levar a um quadro de artrose precoce.
Tanto o diagnóstico quanto o tratamento inicial da artrose nas mãos é clínico, feito através de medicamentos anti-inflamatórios, analgésicos, imobilização e reabilitação. Medicamentos protetores de cartilagem também podem retardar o processo de desgaste e, consequentemente, diminuir a dor.
Fonte: minhavida.com.br