Horário em que se alimenta influencia sua saúde

Dicas para uma dieta rica em nutrientes incluem reduzir a quantidade de carboidratos, montar um prato colorido e equilibrar as porções de proteínas com verduras e saladas. Pesquisadores alertam que o horário das refeições também pode ser um fator importante para prevenir a obesidade, além de reduzir os riscos de doenças cardiovasculares e insônia. Trata-se da crononutrição.

“Populações que seguem um padrão de alimentação de maneira que concentram a maior parte das calorias ingeridas durante o dia têm um padrão de saúde melhor”, explica a nutricionista Cibele Aparecida Crispim, pesquisadora da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

1. Descubra seu cronotipo – O corpo humano funciona de acordo com um relógio biológico interno que regula as atividades e os processos fisiológicos do organismo em um ciclo de 24 horas, chamado ritmo circadiano. As variações hormonais e do metabolismo estão relacionadas ao nosso estado de sono e despertar, assim como as sensações de fome, saciedade e estresse. Cada pessoa possui um cronotipo diferente que pode ser matutino, vespertino ou intermediário.

2. Adiante o café da manhã – De acordo com a nutricionista, um bom horário para o café da manhã, em geral, é entre 7h30 e 8 horas da manhã. “Quando amanhece e chega para gente o sinal de claridade aos olhos, isso faz uma série de disparos no sistema nervoso, que envia mensagens para os nossos músculos, nosso coração, nosso fígado, nosso tecido adiposo”

3. Faça do almoço sua principal refeição – Deve concentrar a maior quantidade de ingestão de calorias. “É o horário do dia em que a gente gasta mais energia, em que estamos no pico do nosso metabolismo”.

4. Não deixe para jantar muito tarde – Conforme o dia avança, especialmente no período noturno, aumenta a dificuldade do organismo para digerir e metabolizar os alimentos. “Indivíduos que concentram uma parte maior da ingestão calórica no período da noite têm mais predisposição à obesidade, a alterações das taxas de gordura no sangue, ao aumento do colesterol e triglicérides e acabam forçando mais o metabolismo da insulina”.

5. Evite ir para cama de estômago cheio – Para a digestão adequada dos alimentos, refeições mais ricas em calorias devem ser realizadas pelo menos duas horas antes do momento de dormir.

6. Regularize o sono – A alimentação e o sono estão interligados por uma via de mão dupla: assim como a alimentação influencia na qualidade do sono, a falta de sono também pode trazer impactos para a nutrição. Pessoas que dormem um período de tempo abaixo do ideal, que varia em torno de oito horas por noite, podem apresentar alterações hormonais com impactos para as sensações de fome e saciedade.

Fonte: CNN Brasil

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