Aos domingos, bem antes de o sol nascer, começa o vaivém na Rua Augusto Severo. Caminhões descarregam, lá pelas 4 da manhã, as estruturas de madeira das famosas barraquinhas de cobertura listrada, que logo vão oferecer uma vasta gama de produtos — de verduras e legumes a itens de artesanato, roupas de brechó e até pratos típicos de países tão distantes como Nigéria e Peru. Quando a Feira da Glória, a maior do gênero no Rio, inicia os trabalhos, no princípio da manhã, moradores já marcam presença para garantir os ingredientes das refeições da semana. Mas é mais para o final da rua, onde se apertam 120 expositores, que fica o novo point que mudou a vocação do local, hoje um destino de cariocas de toda parte.
A cada dia, chegam barraquinhas com ofertas para todos os gostos e paladares, com cerca de quarenta barraquinhas de comida e bebida, sessenta de brechós dos mais variados itens e vinte de artesãos. Depois que a pandemia fez os programas ao ar livre se tornarem mais concorridos, o número de barracas aumentou 50% e há uma lista com mais de quarenta nomes à espera de uma chance para exibir seus produtos na Feira da Glória.
Com cada vez mais opções, a Feira da Glória garante destaque em um rol de eventos semanais que integram o circuito da cidade, como a Feira da General Glicério, em Laranjeiras, aos sábados, e a Feira Hippie de Ipanema, aos domingos.
Outro fator que vem lançando holofotes sobre o bairro (literalmente) são as obras do programa Dias de Glória, da Secretaria Municipal de Turismo, que promove uma grande revitalização em catorze áreas, sob um investimento de 23,7 milhões de reais. A primeira delas a ser entregue foi a Praça Edson Cortes, onde acontecem as rodas de samba que encerram o fervo dominical na feira. O espaço ganhou um palco, três rampas de acessibilidade, playground para a criançada, aparelhos de academia, e ainda foi realizado por lá o restauro de pontes de iluminação, o que melhora a segurança. Para quem escolhe madrugar cedo por lá ou curtir a animação musical do fim de domingo, o que não faltam são opções.
Fonte: Veja Rio